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jeudi 10 février 2011

Como aprovar uma capa que ultrapassa seu orçamento

Bom... você esta la no seu trabalho, de boa... tem um livrinho legal, uma traduçao e decide entao que chegou o momento de começar a pensar na capa da sua ediçao. Você faz uma pesquisa e vê que as capas publicadas em outros paises até sao legais! Otimo! Seus colegas e sua chefe gostam de uma delas e pronto! tudo bem, tem todo o processo de pedir a caps, achar quem é o responsavel, quem é o designer, de quem é a imagem... mas nada que fuja da rotina! Alguns emails depois, uma moça, Mimi, me informa o preço da imagem: digamos que, geralmente, a gente pague x por uma imagem de capa, a moça me falou 14x!!! Ta! sempre da pra negociar! mas da pra negociar quando te falam 2x e nao quando falam 14x!!! eu nunca tinha visto isso! mesmo assim, fui negociar: veja bem, minha querida, no mercado brasileiro... e chegamos ao incrivel valor de: 3x!!!!! vai! fui bem! mas sabe qdo o 2x foi aprovado na editora: nunca (desde que eu estou la). eae? o q fazer... você fala o drama pra um pra outro e, de repente, alguém me deu uma soluçao linda! um capista muito legal, que tem trabalhos que tinham tudo a ver com o tema do livro! demais! mas sempre tem um porem: sera que ele aceita? entrei em contato com o capista, muito simpatico! adorou o projeto! disse que tem tudo a ver e... aceitou meus valores! poderia ser mais perfeito??? ah, sim! enquanto o capista trabalhava na capa... minha chefe sai de uma reuniao com o chefe do chefe e me pede a capa deste livro! que capa? aqueeeela, de 14x! bom, ela ainda nao sabia disso! mas eu tentei prevenir enquanto ela ja voltava para a reuniao: essa capa é carissima! nao vai ser mais essa!... ok ok! adivinha?????? lilia!!!! eles e eu, nos adoramos a capa!!! ela é linda!!! vai ficar otima! e eu sou obrigada a lembrar: viu, mas nao vai ser mais essa capa! e ela: oi? e eu: ela é meio cara... e ela: a mais vai!!! e eu: mas veja bem, vi com um capista bem legal e tals... e ela: ah, mas nao podemos matar o livro porque queremos economizar na capa, nao é?! e eu: é, o livro é legal! vale rever a tiragem, mas acho q o capista ia fazer um otimo trabalho e tals... e ela: me passa os custos! e disse que ia falar com o chefe dela! mas que eu nao ia convence-la! ai ai... e assim acabamos o dia! aguarde cenas do proximo capitulo...
(digitado no meu teclado que nao segue a acentuaçao padrao, posso ignorar isso hj, né?!)

mercredi 23 septembre 2009

Lulu.com

Houve um tempo em que publicar um livro era prova de conhecimento ou ao menos de reconhecimento do trabalho de alguém, fosse de uma pesquisa interessante ou de uma história ou poesia de qualidade. Os critérios utilizados para julgar o que devia ou ao devia ser publicado, não vêm ao caso, mas o fato é que a situação mudou e atualmente, publicar um livro pode depender só da vontade do autor.

Algumas editoras, como a editora Manole, onde eu trabalhei por um bom tempo, têm um selo que publica livros cujos gastos ficam por conta do autor ou da instituição que esta patrocinando a publicação do livro. Nesse caso, de uma forma ou de outra, a obra ainda acaba passando por uma seleção editorial, mesmo se o fato de não ter que bancar o livro, seja interessante, a editora deve deslocar parte de seu tempo de trabalho e mão de obra com a produção de tal livro.

No entanto, a internet que já é responsável por diversas mudanças na área editorial, também possibilita novas formas de publicar seu livro. O site Lulu.com não so publica qualquer livro, como também mostra o quanto isso é fácil através de um simples passo à passo:

  1. Selecione suas opções: formatos, encadernações e outros
  2. Carregue o seus arquivos
  3. Crie a sua capa: ferramentas fáceis de utilizar
  4. Defina o preço
  5. Venda o seu livro

Isso porque o site ainda oferece uma página onde os livros podem ficar expostos e disponíveis para a venda (se assim quiser o autor). O site esta disponível em 6 linguas diferentes (que não inclui o português) e oferece ao seu usuário opções especificas de publicação como álbuns de fotos, calendários, CDs e DVDs, e-books, livros de culinária e livros de poesia, além de conselhos e dicas para fazer e vender seu livro, que pode até ter um ISBN e ser vendidos em outros sites como a Amazon.

mercredi 26 août 2009

Xerox informatizado

Antes mesmo da USP ter todas as duas bibliotecas informatizadas, quer dizer, com o controle de empréstimos de livros feito a partir da carteirinha da USP, o xerox da FFLCH já era informatizado.

Diferentemente do "xerox" com o qual estamos acostumados nas universidades de São Paulo, onde você chega e acha o texto que quer na pasta de tal professor, o xerox da FFLCH tem a mesma estrutura mas os pedidos de textos de aulas e professores são feitos a partir de um dos vários computadores disponíveis.

O sistema pede o seu número USP e uma senha (que pode ser facilmente cadastrada com o número USP e o nome) e, então, abre um espaço de trabalho que permite encontrar textos a partir do nome do professor, da matéria ou por uma busca geral. Selecionado o texto, ele pode ainda ser vizualizado e o preço total aparece à esquerda na tela.

Após concluir o pedido, é só pagar (é, faltou a possibilidade de pagar com cartão) e esperar um dos mocinhos trazer seu texto.

Obs. Não posso deixar de comentar que, na França, o local xerox não existe nas faculdades, quer dizer, ele se resume a uma máquina de xerox que deve ser auto-administrada, que eu, por acaso, usei raramente. Será que é porque as bibliotecas deles funcionam melhor?

samedi 21 mars 2009

Ainda sobre o salão...

...vale a pena comentar :

. as pessoas vão com mochilas gigantes, carrinhos de compras ou malas de viagem de rodinhas para carregar os livros, dada a grande quantidade que compram.

. o mais engraçado é que tem uns que acho que só compram muito para falar que compram! Era com grande frequência que parava alguém e começa a falar : "Ai, mas sabe, olha, tenho uma lista enorme, já comprei uns tantos ontem, hoje vou comprar mais não sei quantos".

. o México era o país homenageado este ano e tudo correu normalmente, apesar da pouca quantidade de livros originais à venda. No ano que vem, o salão não terá país homenageado com a idéia de destacar os próprios autores e a literatura francesa, além do que a literatura estrangeira é vista como mais elitista enquanto o salão terá a intenção de ser mais acessível ao grande público. Em 2008, o país homenageado foi Israel, escolha que gerou alguns problemas como boicotes, a queda de público e até uma ameaça de atentado.

. é so brasileiro que pede desconto! "Tem desconto para brasileiro?", "Tem desconto aqui no salão?", "Não tem desconto porque é o ultimo dia?", "Ai, não tem nenhum desconto?"

. destaque para o estande o Asterix que imitava a vila com casinhas de papelão, mesinhas de madeira, caminhos no chão, réplica do Obelix, etc.

. destaque negativo para alguns estandes de mangás que mais pareciam lojas na 25 de março, com artigos japoneses pendurados de todas as formas.

. os grandes estandes contavam com espaços reservados onde faziam festinhas particulares e algumas reuniões.

. os expositores tinham um lugar reservado bem simpático, com uns sofás e algumas mesas para reuniões ou para uma pausinha. Eles ofereciam café, chocolate quente, suco e coca-cola.

O estande do Brasil

Durante o salão, trabalhei em três estandes diferentes que eram associados, e tinham mais ou menos os mesmos responsáveis : o do Brasil, o da livraria Portuguesa e de Portugal e o das éditions Chandeigne (onde estou fazendo estágio).

O estande do Brasil é organizado pela Biblioteca Nacional, quer dizer, eles alugam o espaço para o estande, e contratam uma pessoa autônoma para ser a responsável durante o salão aqui na França (e que, por acaso, também cuida do estande brasileiro em Frankfurt). Uma outra pessoa que trabalha para o Biblioteca Nacional também vem para o salão, mas ela fica mais concentrada em reuniões e contatos.

Diferentemente do estande de Portugal, o brasileiro não tem nenhuma ajuda da embaixada aqui na França; este ano, a única pessoa da embaixada que apareceu no salão foi uma secretária, recém-chegada no país. Com verbas limitadas, o estande do Brasil não costuma ter nenhuma bebida ou canapé, seja na noite de abertura, seja para oferecer para algum cliente mais importante, como acontece nos outros estandes. Portugal, sim. Não tinha nada grandioso, mas um bom vinho do porto e outros vinhos portugueses não faltaram na abertura e nem no dia que uma ilustradora veio fazer pequenos desenhos para os compradores do Les Portugais à Paris.

Sobre os livros que estão presentes no estande do Brasil, eles são de 2 naturezas : alguns vêm da Livraria Portuguesa e Brasileira, que deixa os livros sobre Portugal no estande de Portugal e manda os livros sobre o Brasil pro estande do Brasil. E o restante, e maior parte, vem do Brasil. As editoras brasileiras doam alguns livros para a BN – pode ser algum livro que não vende, algum bom para fazer propaganda. Isso depende muito da editora, umas mandam vários, outras só um ou outro, etc. E então, a BN manda esses livros junto com algumas publicações próprias.

O resultado é que às vezes faltam os grandes livros brasileiros em português, (que não são doados), mas que geralmente existem em francês na livraria. No entanto, muita gente procura o estande do Brasil ou de Portugal com a intenção de aprender o português (sobretudo o brasileiro, como eles falam aqui) e nem sempre é fácil de indicar a literatura que temos no estande. Seria muito interessante ter livros bilíngües, vendi vários exemplares do Une singulière jeune fille blonde do Eça de Queiroz em edição bilíngüe para pessoas que estavam estudando português.

O valor arrecadado com todas as vendas no estande é repassado para a BN, e os livros que sobram são comprados pela Livraria, que às vezes faz boas promoções com eles e o restante vai para a embaixada que se encarregada de distribuí-los (às vezes mandam para instituições, bibliotecas, etc.). Mas o preço dos livros favorece muito as vendas : sem o preço da importação, e com a conversão para o euro, os livros acabam ficando bem acessíveis para quem recebe em moeda européia.

As vendas esse ano foram boas, sobretudo na terça-feira. É interessante comentar sobre o grande interesse pelo Brasil : as pessoas procuram muito mais o nosso português que o de Portugal, o estande do Brasil ficava em geral mais cheio que o de Portugal, mas as pessoas que procuravam Portugal geralmente sabiam melhor o que queriam, enquanto o Brasil tinha uma quantidade maior de curiosos.

Le Salon du livre de Paris

Acho que a melhor forma de falar sobre o salão do livro Paris é fazer alguns comentários de acordo com cada dia da semana.

12 de março, quinta-feira : para os grandes estandes (Gallimard, Actes-sud, Hachette, etc.) o trabalho de quinta pode começar mesmo na quarta. A idéia é a seguinte : você, geralmente um estagiário contratado pelas editoras, chega e encontra milhões de caixas fechadas, com milhões de livros dentro e o objetivo é organizar tudo isso de forma coerente, organizada e bonita. De uma forma que, às 19h esteja tudo perfeito pois é quando acontece a abertura oficial, apenas para os expositores e seus convidados, é claro, porque, de fato, a soirée é muito bem feita! Champagne, vinho, sucos e outras bebidas acompanhadas de comidinhas (de canapés de salmão até batatas chips) e docinhos (macarrons, básico! e outros mais requintados), tudo isso dependendo da preparação do estande. Bom, a noite termina com a galera fumando no meio dos estandes, copos em cima dos livros e por aí vai...

13 de março, sexta-feira : abertura normal para o público, nenhuma festa e é certamente o dia com mais crianças, mas sem grande movimento. Mas é sempre bom ter na ponta da língua respostas para perguntas como : “Onde a gente acha o Naruto?”, “Onde é o espaço picnic?”, “Onde eu acho os mangás?”, Vocês têm cartazes?”, etc.

14 e 15 de março, sábado e domingo : certamente os dias com mais gente. Nos corredores principais quase não da para andar. O fim de semana ainda conta com a presença dos principais autores franceses dando autógrafos.

16 de março, segunda-feira : é a journée professionnelle destinada a bibliotecários, escritores, livreiros, editores, e todos os outros profissionais ligados ao livros. O salão não fica tão cheio e apresenta palestras interessantes e mais direcionadas para esse público. No entanto, o salão fecha mais cedo, às 18h30, ao invés de 20h, como nos outros dias.

17 de março, terça-feira : é o dia mais difícil porque tem o horário noturno! É, o salão fecha às 22h. Ou seja, das 9h30 às 22h! Mas no fim das contas foi o dia que deu os melhores resultados de vendas. À noite também acontecem algumas festinhas, algumas são privadas, precisa de convite ou então de uma carinha simpática, e as comidinhas nem se comparam com as da abertura, mas o champagne continua por lá, e eu arrumei até uma maça de amor!

18 de março, quarta-feira : o último dia. Teve bem pouco movimento, dia para fugir um pouquinho do estande, ver um pouco o salão, comprar alguns livros, conversar e se despedir até às 17h quando o salão fecha e todo mundo começa a colocar todos os livros não vendidos nas caixas de onde vieram.